Termos e formas musicais

Alguns termos da música erudita e seus significados:
Abertura - Peça musical destinada a anteceder uma ópera, uma suíte ou sinfonia. A partir do século XIX ganhou vida própria, passando a representar uma peça puramente orquestral, de caráter evocativo, próximo, em essência, ao Poema Sinfônico.
Acorde - execução simultânea de sons diferentes. Por exemplo, no piano, quando tocamos várias teclas ao mesmo tempo.
Ato - uma das seções de uma ópera ou balé.
Câmara, Música de - Música composta para poucos instrumentos ou vozes. As composições nesse estilo são habilmente trabalhadas em sua estrutura interna. A formação dos conjuntos de câmara variam bastante - chegando à extremos no século XX.
Cantata - peça musical para ser "cantada", como o nome aponta. Originalmente era escrita para cantor e acompanhamento, mas, com o tempo, passou a ser uma obra para solistas, coro e orquestra.
Compasso - É uma forma de dividir quantizadamente em grupos os sons de uma composição musical, com base em pulsos e repousos. Muitos estilos musicais tradicionais já presumem um determinado compasso, a valsa, por exemplo, tem o compasso 3/4 e o rock tipicamente usa os compassos 4/4,12/8 ou 3/4.
Concerto - 1) Apresentação de um trabalho musical por um conjunto de executantes. Sendo uma só pessoa, chama-se "recital". 2) No sentido estritamente musical, significa uma peça para algum instrumento solista e orquestra. Essa definição, porém, só passa a valer a partir da segunda metade do século XVIII. Até então o que se entendia por "concerto" era a reunião de vários solistas e uma orquestra.
Contraponto - do latim, "punctus contra punctus". Combinação de duas ou mais melodias que se desenvolvem ao mesmo tempo.
Coro - Conjunto de cantores. Pode ser de vozes iguais (apenas tenores, sopranos, etc.) ou misto, com todos os tipos de voz.
Fuga - composição musical cujas diferentes partes se sucedem, como se uma estivesse perseguindo a outra. A fuga está relacionada ao contraponto: cada uma de suas partes parece correr atrás da outra, combinando as linhas melódicas umas com as outras.
Intermezzo - Trecho instrumental, de menor importância, tocado entre os atos de uma ópera ou entre as partes de um drama.
Movimento - Cada uma das partes que compõe uma sonata, suíte ou sinfonia. Geralmente os movimentos de uma mesma obra diferem pelo andamento, ritmo e mesmo pela tonalidade escolhida.
Ópera - grosso modo, representação teatral na qual os atores cantam.
Essa definição é a mais simples possível, uma vez que a ópera, unindo os elementos expressivos do teatro à força da representação musical, torna-se um gênero musical único, impossível de ser comparado à qualquer outro. Geralmente a ópera é dividida em árias, duetos e coros.
A ópera nasceu de um erro: por volta de 1600, na Itália, um grupo de músicos - onde se incluía Vincenzo Galilei, pai do astrônomo - tomou conhecimento do estilo das tragédias gregas, na qual a música e o texto estavam intimamente relacionados.
Resolveram criar um equivalente moderno. Havia só um problema: os gregos não deixaram indicações musicais de nenhum tipo. Não exisitia nenhum meio de copiar o que havia sido feito. ERa preciso, guardando as intenções primitivas, criar um novo tipo de representação musical na qual texto e sons estivessem ligados. Dessa cópia a partir do nada surgiu a ópera, tal qual a conhecemos hoje.
Uma questão sempre presente: o texto determina ou deve submeter-se à música? As óperas italianas foram pelo primeiro caminho; as alemãs, pelo segundo - com resultados igualmente bons.
Oratório - É, por assim dizer, uma ópera religiosa, mas sem a representação em um palco e baseado em algum tema bíblico.
Orquestra - do grego, pasmem, "lugar para dançar". Atualmente, grupo de instrumentistas dirigidos por um regente.
A orquestra, no sentido que lhe damos atualmente, surgiu no final do século XVII. Até então haviam conjuntos de instrumentistas reunidos unicamente pelo acaso. Os soberanos que podiam manter uma orquestra contratavam dezenas de músicos. Outros, menos ricos - ou interessados - contavam apenas com alguns poucos executantes. Assim, não era de se estranhar a falta de padronização dos conjuntos orquestrais.
Foi apenas no século XVIII, ou, para ser mais exato, no começo do século XIX, que passaram a existir orquestras sinfônicas com um número determinado de instrumentos. Mesmo as sinfonias de Mozart e Haydn variavam conforme os executantes disponíveis.
Foi Beethoven, em sua última sinfonia, que fixou o aparato sinfônico tradicional - modelo que se mantém firme, com algumas alterações, até os dias atuais.
Quarteto de cordas - É um grupo musical de quatro instrumentos de corda - quase sempre dois violinos, uma viola e um violoncelo.
Prelúdio - É um gênero musical de obras introdutórias de outras obras maiores, geralmente uma ópera ou balé.
Scherzo - peça de caráter ligeiro e alegre - quer dizer "brincadeira" em italiano. Geralmente é parte de um conjunto maior, como uma sonata ou sinfonia.
Sinfonia - peça musical, em vários movimentos, executada por uma orquestra. A sinfonia pode assumir formas e desenvolvimentos absolutamente inesperados, variando conforme o gosto do compositor.
"Sinfonia" vem do grego "soar ao mesmo tempo", e essa definição continua valendo. O grande elemento que diferencia a sinfonia de outras peças orquestrais é a ausência de solistas. Obviamente não são todos os instrumentos que tocam durante todo o tempo. Mas, ao contrário do concerto, na sinfonia, mesmo quando alguns instrumentos se calam, outros continuam tocando, sempre em conjunto.
Suíte - Originalmente, um conjunto de danças. No século XVIII, as suítes compreendiam as diversas danças da época: allmande, sarabande, minuet, bourré, etc. A famosa "Música Aquática", de Haendel, é um bom exemplo desse gênero. Nos séculos XIX e XX o termo ganhou nova acepção, passando a significar a reunião de pedaços de uma ópera ou balé para ser executado sem a ação no palco.
Toccata - Peça para ser "tocada" por instrumentos de teclado, em oposição à um dos sentidos da "sonata" e da "cantata".
Fonte.

































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