sábado, 31 de outubro de 2009

Imagens da Semana #51


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sexta-feira, 30 de outubro de 2009

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quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Com implante de tecido humano, robô poderia se locomover sozinho

Um projeto realizado no Reino Unido defende a ideia de que parte da estrutura molecular humana pode dar a robôs a capacidade de tomar decisões.

Nos testes realizados em laboratório, 300 mil neurônios de rato, cultivados em laboratório foram inseridos em um autômato que passou a se movimentar de forma a desviar de obstáculos - habilidade que não foi programada mas aprendida pelo mini-cérebro. A próxima etapa envolve o uso tecido humano.

De acordo com um artigo publicado pela h+ Magazine, o professor Kevin Warwick e sua equipe no Departamento de Cibernética da University of Reading estão tentando desenvolver uma maneira de fundir estruturas moleculares humanas com computadores ou robôs.

Warwick disse que seu projeto é uma sequência de antigos estudos de inteligência artificial, onde, em teoria, poderia se criar uma estrutura de rede neural com tecido humano.

Os picos de atividade elétrica dos neurônios foram então conectados à saídas de sensores de distância do robô, que se mostrou capaz de se locomover sem encostar nas paredes, demonstrando que o organismo deu ao robô uma significante capacidade de tomada de decisões. O "senso direcional" do robô foi aprendido pelo pequeno cérebro e não previamente programado por software.

"Esta nova pesquisa é tremendamente excitante primeiramente pelo fato de o cérebro biológico controlar seu próprio corpo robótico móvel. Além disso, ela irá nos permitir investigar como o cérebro aprende e memoriza suas experiências. Esta pesquisa representa um avanço de nossa compreensão sobre como os cérebros funcionam, e poderia ter um efeito profundo em muitas áreas da ciência e da medicina.", disse Warwick.

Segundo um comunicado de imprensa divulgado no site da universidade, o cérebro biológico do robô é composto por neurônios que são colocados em uma matriz com 60 eletrodos encerrados em uma cápsula. Os eletrodos recebem os sinais elétricos gerados pelas células, que são então utilizados para direcionar o movimento do robô.

Cada vez que o robô se aproxima de um objeto, sensores enviam sinais para estimular o cérebro. Em resposta, a saída do cérebro é usada para acionar as rodas do robô, esquerda e direita, de modo que ele se mova evitando atingir objetos.

O robô não tem nenhum controle adicional de um humano ou um computador, o seu único meio de decisão é a partir do seu próprio cérebro.

Esse resultado é um passo importante para descobrir como as memórias criam estruturas neurais no cérebro, e como determinadas informações são armazenadas, além de um melhor entendimento quanto à doenças e distúrbios como Alzheimer, Parkinson, derrame e lesão cerebral.

"Para qualquer ser humano, uma ação pode ser repetida até sentir-se que tal atitude está se tornando automática - bem, de fato, as conexões em seu cérebro estão reforçando de forma eficaz o processo de repetição em busca do movimento automático - com o cérebro de rato do robô realmente podemos olhar para estas ligações de reforço dia a dia sob o microscópio. É fascinante", completou Warwick.

Um vídeo com uma demonstração do ciborgue pode ser visto em bit.ly/BrainBot.


Fonte.

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terça-feira, 27 de outubro de 2009

A invasão dos marcianos: a peça que o rádio pregou

Já que estamos próximos do Halloween vale a pena lembrar dessa "pegadinha", que se tornou o caso de histeria coletiva mais célebre da história.

Há 71 anos pessoas entravam em pânico ao saber que uma "invasão de marcianos" estava acontecendo.

No dia 30 de outubro de 1938, cerca de 6 milhões de pessoas ouviam a adaptação de "A Guerra dos Mundos" por Orson Welles na rádio CBS. "A Guerra dos Mundos", de 1898 é um dos livros de ficção científica mais famosos do escritor H.G. Wells e por si só já é assustador. O programa Radioteatro Mercury era interrompido com uma cobertura jornalística perfeitamente executada sobre uma invasão de marcianos.

A transmissão usou de todos os recursos do jornalismo da época e o momento histórico também era favorável ao pânico coletivo. Os E.U.A. ainda estavam na Grande Depressão e havia a possibilidade de uma guerra na Europa. O rádio era o principal meio de comunicação e tinha enorme influência sobre a população.

A CBS calculou na época que o programa teve cerca de seis milhões de ouvintes, dos quais metade perderam a introdução, que informava que tudo era ficção. Pelo menos 1,2 milhão acreditaram que estavam ouvindo a uma reportagem real. Desses, meio milhão entraram em pânico: saíram histéricos nas ruas, invadiram quartéis dos bombeiros, postos policiais, hospitais, redações de jornais, havendo até casos de suicídio.

Em 1955, contudo Orson Welles assumiria que aquele pânico era intencional . O mundo lhes parecia ser alimentado por tudo que sai daquela “caixa mágica”, e nesse sentido a transmissão era, nas palavras de Welles, “um assalto à credibilidade daquela máquina” e um alerta para que as pessoas deixassem de se orientar por opiniões pré-formatadas, “viessem elas do rádio ou não”.


Uma das inúmeras histórias sobre o trauma causado pela transmissão é a de vários cidadãos que tiveram de ser resgatados seis semanas depois por voluntários da Cruz Vermelha nas montanhas de Dakota e não acreditavam que tudo aqauilo tinha sido ficção.

O episódio tornou Welles famoso levando-o a dirigir depois o filme "Cidadão Kane".

No começo da transmissão, ele se apresentara como um certo professor Pierson, "famoso astrônomo do Observatório de Princeton", e declarara pelo rádio, na forma de entrevista, que estava ocorrendo uma série de fenômenos na crosta do planeta Marte.

Posteriormente, a emissora informava que discos voadores teriam pousado em várias partes do país. A transmissão teve direito até ao pronunciamento de um hipotético secretário do Interior, "diretamente de Washington", admitindo a gravidade da situação e pedindo calma aos moradores.

A Transmissão

Eram oito horas da noite em Nova York quando o locutor anunciou, naquele 30 de outubro de 1938:
"A Columbia Broadcasting System e as emissoras filiadas apresentam Orson Welles e o Mercury Theatre On The Air, em A Guerra dos Mundos, de H. G. Wells".
Ao fundo, o trecho de um concerto musical de Tchaikovsky. Volta o locutor:
"Senhoras e senhores: o diretor do Mercury Theatre e o astro deste programa, Orson Welles!"


Welles: "Sabemos que desde os primeiros anos do século XX nosso mundo vem sendo observado meticulosamente por inteligências superiores às do homem, mas tão mortais quanto as dele. Sabemos que, enquanto os seres humanos ocupavam-se dos seus vários problemas, eram estudados tão minuciosamente quanto um homem que, munido de um microscópio, observasse as criaturas minúsculas que pululam e se multiplicam numa gota d'água. Com infinita complacência, o povo andou de um lado para outro sobre a Terra, cuidando de seus afazeres, sereno na segurança do domínio que exerce sobre esse pequeno fragmento solar rodopiante que, por sorte ou desígnio, o homem herdou do negro mistério do tempo e do espaço. Entretanto, através do imenso e etéreo abismo, mentes que estão para as nossas, como estas estão para as dos animais selvagens, intelectos vastos mas frios e sem compaixão, contemplavam esta Terra com olhos cobiçosos, e fizeram seus planos contra nós".

O programa é interrompido por um locutor anunciando uma transmissão diretamente do Meridian Room do hotel Park Plaza, de Nova York, onde Ramon Raquello e sua orquestra tocavam "La Cumparsita". Minutos depois, outra interrupção, agora para a informação de que teriam ocorrido misteriosas explosões de gás incandescente no Planeta Marte. O "professor Pierson" começa, então, a dar sua "entrevista" sobre o estranho fenômeno até que o locutor faz novas interrupções para noticiar o aparecimento de discos voadores em diversas partes do país.


"Senhoras e senhores" - dizia o locutor, num dos comunicados - "tenho uma grave declaração a fazer. Por incrível que pareça, tanto as observações da ciência quanto a evidência diante de nossos olhos levam-nos à indiscutível conclusão de que esses estranhos seres que desceram esta noite sobre as fazendas de Nova Jersey são a vanguarda de um exército de invasores vindos do planeta Marte. A batalha em Grovers Mill resultou em uma das mais retumbantes derrotas sofridas por um exército nos tempos modernos. Sete mil homens armados com rifles e metralhadoras enfrentaram uma única máquina invasora de Marte. Apenas 120 sobreviveram. Os outros jazem na área da batalha."


A descrição continua com detalhes assustadores e a situação fica ainda mais tensa com o pronunciamento do "secretário do Interior", diretamente de Washington":
"Cidadãos do meu país: não devo ocultar a gravidade da situação que nosso país atravessa, nem a preocupação do seu governo em proteger a vida e as propriedades do seu povo..."

Seguem-se relatos de novas batalhas, até o intervalo, quando o locutor informa:
"Estão ouvindo uma apresentação da CBS do Mercury Theatre de Orson Welles, numa dramatização de A Guerra dos Mundos, de H. G. Wells. O programa continuará após um breve intervalo. Aqui fala a Columbia Broadcasting System.."

A esta altura, porém, muitos ouvintes, já em pânico, nem ouviram a informação. A notícia já estava se espalhando. Na segunda parte do programa, o tal "professor Pierson" descreve o clima assustador.

"Alcancei a rua 14 e lá estava novamente o pó preto, vários cadáveres e um cheiro diabólico, pavoroso, exalando dos gradis dos porões de algumas das casas.."
A descrição continua até dar um salto de alguns anos mais tarde, agora com a vida de volta ao normal, as crianças brincando nas ruas, o povo tranqüilo. E Welles termina o programa:

"Aqui fala Orson Welles desligado do seu personagem para assegurar-lhes que 'A Guerra dos Mundos' não teve outro objetivo além de oferecer-lhes um bom divertimento para o domingo. Sua versão radiofônica vestiu um lençol branco e saiu de trás de uma moita fazendo um 'buuuu'. Aniquilamos o mundo diante de seus ouvidos e destruímos completamente a CBS. Espero que estejam aliviados por saberem que não tencionávamos isso e que ambas as instituições estão funcionando normalmente. De modo que, adeus a todos e lembrem-se, por favor, pelo dia de amanhã e pelo seguinte, da terrível lição que receberam esta noite. Este sorridente e globular invasor da sua sala de estar é um habitante do país das abóboras. Se baterem à sua porta e não houver ninguém lá, não é nenhum marciano... É Halloween!"

O programa de Orson Welles continua a ser considerado um dos momentos mais fascinantes da história da comunicação de massa.


Fontes: 1, 2, 3, 4

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Batman e seu truque de desaparecimento

Batman tem a mania de sempre desaparecer no meio de uma conversa. Mas essa habilidade não é sobre-humana, já que ele não tem nenhum superpoder. É algo bem difícl de se fazer, como mostra o vídeo abaixo, do College Humor.

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segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Vodafone - Symphonia

A abertura 1812 de Tchaicovsky feeita com 1000 celulares e 2000 mensagens de texto enviadas. Essa foi a fórmula usada pela Vodafone da Nova Zelândia para desenvolver o projeto "Symphonia", uma forma única e original de tocar música clássica.

Para isso foram criados 53 ringtones (que podem ser baixados no site) que em sequência criavam uma sinfonia, orquestrada pelo produtor musical Jol Mulholland. O resultado é brilhante e o making of pode ser visto aqui e aqui.



Via.

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sábado, 24 de outubro de 2009

Imagens da Semana #50


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